24 de fev. de 2012

Abertura da nova exposição temporária: "A cada peça um universo"

Amilcar de Castro, Sem título, 1992. Coleção XX/XXI, acervo do Museu Victor Meirelles/IBRAM/MinC.


O que podem ter em comum uma exposição de arte e um livro sobre astrofísica e cosmologia? A pergunta, que aparentemente busca afinidades, aponta na verdade para possíveis e naturais disparidades, já que os campos artístico e científico, na maioria das vezes só se revelam nas frases dos poetas ou nos limites da filosofia.

Pois são estas – e outras – provocações, envolvendo o universo e tudo o que cabe dentro dele, que estão na exposição “A Cada Peça um Universo: a construção de uma coleção de arte”, que o Museu Victor Meirelles abre nesta quinta-feira, dia 1º de março, às 19 horas. Às 18h, ao invés do tradicional Encontro com o Artista, será realizada uma conversa com membros da equipe do Museu que realizaram a curadoria: Anderson Loureiro (assessor de Comunicação), Fernando Boppré (Programa de Ação Educativa e Exposições) Rafael Muniz de Moura (museólogo) e Simone Rolim de Moura (Programa de Ação Educativa).

Assim como no livro do físico inglês Stephen Hawking, O Universo Numa Casca de Noz, aqui o cosmos também tem a sua amplitude e grandiosidade e os eventos universais são também eventos pessoais, individuais, quem sabe até caberiam no universo que há numa casca de noz. Ambos, livro e exposição, tentam demonstrar os vários mundos que existem, simultâneos ou não, em cada peça cósmica-artística. No caso da exposição, a referência às peças está justamente na representação de cada uma delas dentro do acervo do Museu, pois que são exatamente as obras que falarão deste acervo, o que ele é e ao que ele se propõe.

“A Cada Peça um Universo” é composta de obras de arte da Coleção XX/XXI, muitas delas doadas ao Museu ao longo dos anos, em sua maioria pelos próprios artistas, ao final de suas exposições. Algumas são, inclusive, objeto de pesquisas acadêmicas e, eventualmente, participam de exposições em outros museus, quando solicitadas.

A ideia da exposição ”A Cada Peça um Universo” surgiu em função do momento pelo qual o Museu Victor Meirelles está passando, de reformulação do Plano Museológico, documento que funciona como uma espécie de estatuto de um museu ou seu plano diretor. Outro instrumento em elaboração faz referência à Política de Acervos do Museu Victor Meirelles, que visa apontar as diretrizes para a aquisição e o descarte de obras, se necessário, nos próximos anos. Com o desenvolvimento destes e outros trabalhos conjuntos surgiu a ideia de mostrar o conteúdo, diria universo, deste acervo não tão bem conhecido do público como deveria. Daí em diante toda a equipe do museu se reuniu para analisar e escolher as obras que iriam fazer parte da exposição. O resultado será mostrado através de quatro módulos ou núcleos expositivos, distribuídos na Sala de Exposições Temporárias.

Os Núcleos

Um Pouco de Tudo – é um núcleo que busca apresentar as diversas variáveis constantes na coleção que, em boa medida, é uma pequena amostra do caráter heterogêneo das artes plásticas/visuais dos últimos cem anos: fotografias, nanquim sobre papel, Florianópolis, nuvens, vídeos, lambidas, memórias e travessuras. Telas, entrelinhas, máquinas de fazer suco, o rosto de uma filha. É pau (xilogravura), é pedra (litogravura), é o fim do caminho (a obra Apocalipse, de Martin Grossmann).

Diálogos com a Desterro – neste núcleo um grupo de obras será exposto e trocado por outro ao longo do período da exposição. A programação e informações sobre as peças da Coleção XX/XXI, estarão no blog http://museuvictormeirelles.blogspot.com. O visitante será levado a exercitar o pensamento histórico através de paisagens e também será convidado a produzir suas próprias imagens e apresentá-las na exposição. Imagens que tenham alguma relação de afeto com o seu autor, que registram o passado da Nossa Senhora do Desterro ou de Florianópolis, fotografias antigas de família, que possibilitem notar a cidade, a paisagem por detrás das pessoas, todas serão bem-vindas e estarão expostas em um monitor, neste núcleo.

Livros de Artistas – menos de 5% da Coleção é composta por livros de artistas. Modalidade cada vez mais trabalhada na contemporaneidade, estas publicações apresentam trabalhos artísticos em suporte diferenciado. Neste núcleo a sensação de neblina produzida pelos elementos gráficos no livro artesanal de Roberto Freitas dialoga com a imprecisão da retina diante de “O Livro Velázquez”, de Waltércio Caldas. Já a publicação de Rosângela Rennó aborda o desaparecimento de peças ocorrido na Biblioteca Nacional, no ano de 2005, e coloca em pauta, de uma parte, questões relativas ao roubo de documentos e obras de arte e, de outra parte, o esquecimento como uma das facetas da história.

Novas Aquisições – neste núcleo encontram-se algumas peças que passaram a compor o acervo do Museu Victor Meirelles nos últimos cinco anos. Algumas foram doadas pelos próprios artistas e outras adquiridas pela Associação dos Amigos do Museu Victor Meirelles.

Artistas
Aldo Nunes ● Álvaro Diaz ● Amilcar de Castro ● André Rigatti ● Bettina Vaz Guimarães
● Carlos Asp ● Elke Hering ● Fayga Ostrower ● Fernando Lindote ● Gilda Vogt Maia
Rosa ● Gerson Tavares ● Jandira Lorenz ● Leonilson ● Lú Pires ● Luiz Rodolfo
Annes ● Marcelo Grassmann ● Renata de Andrade ● Roberto Burle Marx ● Roberto
Freitas ● Rosângela Rennó ● Sérgio Bonson ● Waltércio Caldas

17 de fev. de 2012

Resultado do Edital Pùblico de Exposições Temporárias 2012

Saiu o resultado do edital do Museu Victor Meirelles para as exposições temporárias do ano de 2012. Os artistas vencedores são Dirnei Prates e Nelton Pellenz (vivem e trabalham em Porto Alegre), com o trabalho Cinema do Acaso; Bil Lühmann (vive e trabalha em Florianópolis), com a mostra Tudo Começa com C, e Erica Kaminishi (vive e trabalha em Paris), com a exposição Palavras Fluidas.

O Edital 2012 teve mais de 50 propostas inscritas e, como acontece todos os anos, a Comissão de Seleção dos trabalhos foi composta por profissionais de notório saber, com atuações nos campos da educação, artes visuais e museus.

A reunião aconteceu em 10 de fevereiro, no Museu Victor Meirelles, e durou praticamente todo o dia. Nesta ocasião estiveram presentes pela Comissão o pesquisador e professor do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, José Luiz Kinceler; a presidente e representante da Associação dos Amigos do Museu Victor Meirelles, Maria Costa de Araujo; a arte-educadora Marion Batista de Martino, o curador e diretor executivo da Fundação Cultural de Joinville, Charles Narloch e o diretor-substituto do MVM, Fernando Boppré.

O Museu agradece a todos os artistas que participaram deste Edital 2012, parabeniza os profissionais pela qualidade das proposições e informa que os trabalhos devem ser retirados até o dia 27 de abril de 2012.

26 de dez. de 2011

PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES ATÉ 31 DE JANEIRO: Edital de Exposições Temporárias de 2012

O Museu Victor Meirelles (MVM), localizado na cidade de Florianópolis/SC, e vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura, lança anualmente o Edital Público de Exposições Temporárias com o intuito de promover a reflexão e a difusão da produção contemporânea de artes visuais.



O MVM possui um espaço para exposições de longa duração, que é dedicado às obras de sua coleção, e uma sala para realização de exposições temporárias que visa contribuir para a dinamização do Museu, consolidando o seu papel como centro de debate, formação e referência sobre arte para a comunidade.



No cronograma de exposições temporárias de 2012, estão previstas até três exposições a serem selecionadas por meio deste Edital Público. Estas serão realizadas nos meses de abril, junho e setembro de 2012. 1. Inscrições As inscrições para o presente Edital são abertas a todos os artistas e grupos de artistas brasileiros ou estrangeiros.


Para se inscrever é necessário enviar uma Proposta de Exposição, que será avaliada por uma Comissão Julgadora externa ao Museu Victor Meirelles, formada por profissionais de reconhecida competência no cenário artístico. A Proposta de Exposição deve ser impressa em formato A4, fazendo constar:


1.1. Dados pessoais: informações sobre o proponente, a saber: nome completo, endereço com CEP, telefone fixo e móvel, e-mail, website (se houver) e o número do CIC e do CPF.


1.2. Projeto de exposição: descrever a concepção, as características específicas das obras a serem expostas (quantidade, especificidades e outras informações necessárias para a compreensão da Proposta de Exposição), os materiais e equipamentos necessários, o plano completo de montagem (incluindo a planta-baixa, disponível no blog do MVM, http://museuvictormeirelles.blogspot.com/, com a disposição das obras e/ou demais ações previstas para o espaço) e outras informações que o artista julgar pertinentes. É importante que o projeto seja apresentado com clareza e que leve em conta as especificidades do local expositivo, observando as condições e restrições museológicas e de conservação de obras de arte. A sala de exposições temporárias está situada no andar térreo do Museu, cujo prédio é tombado como patrimônio histórico nacional, de forma que não serão aceitos projetos que utilizem ações ou materiais que comprometam e/ou prejudiquem as instalações físicas originais desta edificação do século XVIII;


1.3. Documentação fotográfica: incluir o registro fotográfico em cores dos trabalhos que serão expostos, incluindo a identificação completa das obras (título, data, técnica e dimensões). Em caso de vídeos, incluir DVD (gravado em formato “.avi”). Não serão aceitos trabalhos originais para avaliação;


1.4. Portfólio: anexar o portfólio artístico do proponente ou grupo. Poderá ser adicionada documentação complementar (catálogos, convites, textos críticos, matérias de jornais e/ou impressos em geral).


As inscrições deverão ser encaminhadas, pessoalmente ou pelos Correios. Os projetos enviados pelos Correios deverão ser remetidos ao endereço abaixo na forma de SEDEX. Os projetos só serão aceitos com a data de postagem até o dia 31 de janeiro de 2012. Após o recebimento, a equipe do Museu Victor Meirelles protocolará em cada Proposta de Exposição uma numeração que será entregue ao proponente (no caso de entrega diretamente no endereço) ou informado através do e-mail mvm.ac@museus.gov.br (em caso de envio via SEDEX). Só serão considerados inscritos, projetos com numeração registrada pelo Museu Victor Meirelles. O endereço para a postagem é:


Museu Victor Meirelles


A/C Programa de Exposições (Edital de Exposições Temporárias)


Rua Victor Meirelles, 59 - Centro


Florianópolis – SC


Cep: 88010-440


Os projetos não selecionados deverão ser retirados no Museu Victor Meirelles até o dia 27 de abril do mesmo ano. Após este período, eles serão descartados. Para que os projetos não selecionados sejam devolvidos pelos Correios, deverá ser encaminhado um envelope subscrito e selado, no valor correspondente à postagem. Os projetos selecionados serão incorporados ao acervo documental do MVM. O Museu deverá informar o resultado da seleção e do calendário de exposições através de comunicado individual, via Correios e demais meios de comunicação do MVM, até o dia 17 de fevereiro.




2. Responsabilidades


2.1. Do Museu Victor Meirelles


- A coordenação das exposições, a definição do cronograma e o período da exposição serão estipulados pela instituição, podendo o artista propor o período de sua preferência, cuja aprovação dependerá das demais exposições previstas no calendário do MVM.


- O Museu disponibiliza, além do espaço expositivo, montagem e desmontagem da exposição, conservação das obras durante o período da exposição e coquetel de abertura.


- A instituição também será responsável pela impressão dos convites, incluindo projeto gráfico, impressão, distribuição e postagem, bem como providenciará a divulgação da exposição na imprensa e no site institucional, a depender das condições técnicas e orçamentárias do Museu.


- Quanto aos convites, o artista poderá enviar uma proposta de programação visual para ser avaliada pela equipe técnica do Museu.



2.2. Do Artista


- Assinar o Termo de Responsabilidade com o Museu Victor Meirelles.


- Entregar imagens, currículo e informações sobre a exposição em meio digital (cd-rom ou e-mail) no prazo definido pela instituição para que seja possível desenvolver em tempo hábil o material de divulgação da mesma. As imagens deverão ser enviadas em arquivos de alta resolução e incluir os respectivos créditos dos registros fotográficos.


- Fornecer informações solicitadas pelo Programa de Ação Educativa do MVM para planejamento e execução de projetos educativos específicos para a exposição.


- Providenciar e arcar com os custos de embalagem, seguro (não obrigatório) e transporte de envio e devolução das obras, bem como os materiais e equipamentos específicos não disponíveis no MVM. As obras deverão ser entregues e retiradas do Museu de acordo com o cronograma definido pela instituição.


- O artista concede ao Museu o direito de uso de imagem das obras para fins de divulgação e deverá participar, se possível, do “Encontro com o Artista”, conversa pública, aberta e informal com a comunidade, na ocasião de abertura da exposição.


- Enviar com 2 (dois) meses de antecedência o Plano de Montagem detalhado da exposição. O Museu sugere que o artista esteja presente durante a montagem do seu trabalho mas, se não for possível, todas as instruções deverão constar no referido Plano de forma detalhada.




3. Disposições Gerais


- A inscrição implica na aceitação deste Regulamento.


- Casos omissos serão resolvidos pela coordenação do Programa de Exposições e pela diretoria do MVM.


- Eventuais alterações no projeto apresentado e selecionado no presente Edital estarão sujeitos à análise e aprovação da equipe técnica do Museu.


- O Edital, plantas baixas e fotografias da sala de exposições temporárias podem ser acessados no site do Museu: http://museuvictormeirelles.blogspot.com/


- Novas orientações poderão ser fornecidas pelo MVM, de acordo com os entendimentos de sua diretoria e do Programa de Exposições. Tais disposições deverão ser adotadas pelos proponentes contemplados neste Edital.


- Maiores informações através do e-mail: mvm.ac@museus.gov.br ou pelo telefone 48 3222-0692.




4. Ficha Técnica da Sala de Exposições Temporárias


Espaço físico com 42 m², pé direito de 3,5 m. Piso de madeira com três níveis. Paredes e painéis pintados na cor branca. Os painéis de mdf (fixos na parede) totalizam 18,6 m lineares x 2,75m de altura. Sistema de iluminação halógena por spots: dicróica e palito. Sistema de segurança eletrônico com vigilante 24h. O Museu disponibiliza os seguintes equipamentos e materiais, caso seja do interesse do artista:


- 02 (duas) TV-reprodutor portátil com dvd com tela 7”


- 01 (uma) TV 22” LCD (na cor preta)


Relação de molduras (dimensões em centímetros):


- Molduras de alumínio com vidro (10 un.) 70 x 100 (7 un.) 50 x 70 (1 un.) 30,5 x 35,5 (1 un.) 41 x 32,5 (1 un.) 42,5 x 36,5 (1 un.) 70 x 60 (1 un.) 40 x 60,5


- Molduras de alumínio sem vidro (3 un.) 50 x 70


- Molduras de madeira escura com vidro (16 un.) 48 x 63 (7 un.) 63 x 48


- Molduras de madeira escura sem vidro (1 un.) 63 x 48


- Moldura de madeira com detalhes com vidro (1 un.) 49 x 65 (1 un.) 53,5 x 47 (1 un.)38 x 40 (1 un.) 38 x 44,5 (1 un.) 47 x 63


- Moldura de madeira com detalhes sem vidro (1 un.) 52 x 69 (1 un.) 48 x 38,5


- Molduras de madeira simples com vidro (1 un.) 47 x 42 (1 un.) 38 x 44,5 (1 un.) 46,5 x 38 (1 un.) 39,5 x 59,5 (1 un.) 38 x 51,5 (1 un.) 35 x 38 (1 un.) 45,5 x 39,5 (1 un.) 38,5 x 52 (1 un.) 44 x 61 (1 un.) 38,5 x 44,5 (1 un.) 44 x 38 (1 un.) 37 x 46 (1 un.) 41,5 x 47,5


- Molduras de madeira simples sem vidro (1 un.) 46,5 x 87,5 (1 un.) 45,5 x 35,5 (1 un.) 36,5 x 42,5 (1 un.) 45 x 37,5 (1 un.) 32 x 38,5 (1 un.) 32,5 x 41 (1 un.) 32 x 54,5 (1 un.) 46 x 34,5 (1 un.) 43 x 45

16 de dez. de 2011

Espetáculo "Somático" encerra a programação da Agenda Cultural 2011

Como parte das atividades da sua Agenda Cultural, o Museu Victor Meirelles programou para a próxima quinta-feira, dia 22 de dezembro, às 20 horas, um espetáculo de dança que mistura teatro, música e videoarte. Trata-se da performance Somático, sucesso em vários palcos do Brasil e do exterior, realizada pelos artistas Monica Siedler e Roberto Freitas.


Somático dá continuidade à pesquisa artística de Monica e Roberto, que investigam na cena a relação entre corpo e live act, termo que significa criação baseada no improviso em tempo real de vídeo e áudio. Neste contexto a imagem é pensada enquanto espaço de transcendência, onde o que é visto ultrapassa a superfície tautológica da própria imagem e se desdobra em conteúdos não premeditados.


Pequenas narrativas confundem-se e perdem-se diante de um espaço vazio e descontextualizado. Como um fantasma, a presença do performer entra em conflito permanente com um universo de estereótipos, acabando derrotado em sua expressividade. Nas palavras do crítico Victor da Rosa, “a etimologia de somático nos diz qualquer coisa, em oposição ao psíquico, relativo ao corpo: soma. A partícula soma, por sua vez, multiplica os sentidos, recebendo inclusive, como queira, a própria ideia de multiplicação: adição, conjunto, volume”.
Selecionado pelo prêmio Elisabete Anderle de Estímulo a Cultura, em 2010, Somático estreou em julho daquele ano, dentro da programação do Vértice Brasil, festival de teatro feito por mulheres, que reuniu artistas de vários países. Em seguida fez curta temporada no Teatro da UBRO e depois no Teatro do SESC Prainha, ambos em Florianópolis.


Em abril de 2011 a performance foi mostrada no Festival de Otoño de Paraná, em Entre Rios, na Argentina e, no mês de agosto, no Festival Sete Caminos Teatrales na cidade de Guanajuato, no México. Recentemente, em novembro passado, Somático fez parte da programação de dança da Maratona Cultural de Florianópolis.


Por razões de espaço, Somático vai ser apresentado no Museu da Escola Catarinense, que fica na Rua Saldanha Marinho, 196, no Centro, Florianópolis. A entrada é gratuita.

Os Artistas

Monica Siedler
é atriz com graduação e mestrado em teatro pela UDESC. Participou de vários curtas metragens produzidos em Santa Catarina e no teatro destacam-se os trabalhos nas produções Mi Muñequita, que cumpriu circuito nacional pelo projeto SESC Palco Giratório 2010, e Teatro de Quinta - Um Show de Humor, que teve apresentações sistemáticas pelo estado de Santa Catarina, de 2008 a 2010. Monica também possui experiência em dança contemporânea, tendo integrado, desde sua fundação, em 2004, até 2007, a Andras Cia de Dança e Teatro, dirigida pelo coreógrafo Milton de Andrade. Com o grupo participou dos espetáculos 7 solos, em 2004, Quixote - prêmio DAMS, Bolonha, Itália, em 2005, e Butterfly - prêmio Funarte Klauss Vianna, em 2006. Na televisão atuou na série Você Decide e na novela Laços de Família, de 2000, ambas na Rede Globo.

Roberto Freitas é graduado em Artes Plásticas, pela Universidade do Estado de Santa Catarina e mestre em Poéticas, Teoria e Crítica da Arte, pela mesma universidade. Entre 2004 e 2010 foi assessor para artes plásticas do SESC-SC, sendo um dos coordenadores do Projeto Pretexto. Atualmente Roberto participa do projeto de dança Certezas de Incompletude, com o Cena 11 Cia. de Dança, de Florianópolis, e Luis Garay Cia. de Dança, de Buenos Aires, Argentina. Destacam-se ainda as participações nos projetos Os Kurokos, performance com outros artistas, em São Paulo, O Fantástico Homem que Imita a si Mesmo, montagem teatral vencedora do prêmio Funarte Myriam Muniz 2010, Pequenos Desejos Dançados, no Instituto Meyer Filho e Respiro, no Centro Cultural Casa da Lagoa, ambos em Florianópolis.

7 de dez. de 2011

Exposição no Museu Victor Meirelles evoca os Lugares da Memória



O Museu Victor Meirelles abre nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, às 19 horas, a exposição Lugares da Memória, com trabalhos realizados em conjunto pelas artistas Consuelo Schlichta e Marília Diaz.

A mostra está organizada a partir de objetos e lugares que despertam o passado: gavetas transformadas em nichos dos registros mnemônicos do processo vivido pelas artistas que, ao longo de dois anos de pesquisa, coletaram, descartaram, selecionaram e organizaram objetos ordinários dos gêneros mais variados.

A exposição que vem ao Museu Victor Meirelles, na verdade, é um recorte de uma outra mostra realizada no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, de março a junho de 2010, intitulada Um Lugar Tempo. Por razões de adequação de espaço as artistas optaram por esta seleção, com a intenção de trazer o olhar excessivamente exteriorizado para dentro e para trás e, assim, dar a ver alguns dos seus tempos.

Lugares da Memória é enfim um inventário dos lugares onde se guarda objetos-lembranças, altera-se a significação dos objetos transplantados do mundo comum para o mundo da arte, como as cadeiras na obra A Espera. Vazias, convidam ao compartilhamento de um agora e a reconstituir o que levou as duas artistas a estar ali, alheias ao mundo real, a deixar ver seus corpos desnudos, que têm marcas, que guardam lembranças.

Na obra Passé Composé a linha que divide o que está à frente do que está atrás se apaga, coexistem presença e ausência, pretérito, presente e futuro andam lado a lado. São os tempos das artistas: o próprio e o figurado, o analógico e oculto, o próximo e o longínquo, o especulativo e o experimentado. São os lugares de morte, do visível do invisível, do labirinto, do infinitamente divisível, dos retratos de costas.

Cerimônia de Evocação é um trabalho que propõe gavetas como lugares onde se expõem coisas, ou ao contrário, onde se deixa longe dos olhos. Apenas lugares onde se guardam as memórias, experiências da permanência, fragmentos de nós mesmos que se deseja decifrar. Lugares que se desdobram, como o porão e o sótão onde se guardam tudo, desde os espíritos do lugar até as fotografias, lugares de saudade.

Já a obra Poupée à Habiller nos permite refletir sobre o papel feminino apre(e)ndido historicamente, a partir de cunhagens sedimentadas desde a mais tenra idade. Os brinquedos, os vestuários separam os gêneros, determinam o lugar do corpo. Roupas para isso e para aquilo, roupas para ritos de passagem. O vestido de noiva, mumificado pela ação da goma amendoada pelo chá como manifestação do tempo, eterniza como que fotograficamente a imagem do rito. A sobreposição dos contextos: infância e adultidade se dá no entorno polvilhado de vestidos de bonecas em papel.

Consuelo e Marília ressaltam que “em Lugares da Memória, não se procura reconstituir; não há histórias com começo, meio e fim. Apenas nichos repletos de pulos e vazios que se interrompem e, assim como os mapas, indicam percursos de olhar sobre as lembranças dos dias, onde coexistem histórias, presença e ausência”.

A exposição Lugares da Memória fica no Museu Victor Meirelles até 16 de fevereiro de 2012, com visitação de terça a sexta-feira, das 10 às 18 horas. Como sempre acontece nas aberturas de exposição, as artistas estarão participando, às 18 horas, do Encontro com o Artista, uma conversa com o público que antecede o vernissage.

Diálogos com a Desterro

No mesmo dia 14, na sala onde está a exposição de longa duração "Construção", será aberta ao público a nova edição do projeto "Diálogos com a Desterro", projeto que convida artistas e obras pertencentes a coleções públicas e particulares para dialogarem com a obra "Vista do Desterro (atual Florianópolis)", 1851, de Victor Meirelles.

Desta vez, o convidado é o artista Bruno Bachmann, que vive e trabalha em Blumenau/SC. Seu trabalho, intitulado "Dentro do dentro do Desterro" será uma pintura realizada especialmente para o Museu Victor Meirelles, aplicada diretamente sobre o painel expositivo. A obra compõe sua trajetória onde, segundo o próprio artista, repetem-se os seguintes temas: "a ordem na desordem, o caos, a falta de sentido, a beleza, a miséria, o sofrimento, a condição do ser humano em toda a sua obsessão, a vontade de viver e do inevitável sentimento de autodestruição que existe dentro dos homens. Junto a isso, o nonsense e os erros que se transformam em desenhos feitos com cores fortes e chamativas". Desde 2005, “Diálogos com a Desterro” já contou com artistas como Brigida Baltar, Carlos Asp, Daniel Acosta, Dora Longo Bahia, Julia Amaral e Paulo Gaiad, entre outros.

Os artistas

Consuelo Schlichta é doutora em História e mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Especialista em Administração e Planejamento da Educação Pública no Brasil/UFPR possui Curso de Extensão em Arte e Educação – Atlantic State University, Savannah, Georgia/EUA. Atualmente é professora de Fundamentos do Ensino da Arte e de Desenho no Bacharelado e na Licenciatura em Artes Visuais, na UFPR. Integra o Grupo de Pesquisa Educação e Marxismo – UFPR e o Grupo Artes Visuais: Teoria, educação e poética.

Marília Diaz é graduada em Educação Artística pela Faculdade de Educação Musical do Paraná e em Pedagogia pela Universidade Tuiuti do Paraná. Possui Curso de Aperfeiçoamento em Arte Educação – SEAC/PR, Curso de Especialização - Psicodrama Pedagógico - Clínica Contexto/PR e Curso de Especialização em Metodologia da Arte no Ensino Superior pela UFPR, FEMP/PR. É mestre em Educação - Linha de Pesquisa Arte - Educação – UFPR.

Bruno Bachmann é um jovem artista nascido em 1985. Segundo ele, "a vida conturbada dos anos 1990 o transformaram em artista/desenhista, não convencional, mas de grande sinceridade introspectiva". Em 2008, participou de exposições coletivas realizadas no Museu de Arte de Blumenau, na Aliança Francesa e nos eventos "Groove 4 fun" e na programação multicultural da Rádio Comunitária Fortaleza, no projeto Pretexto de Blumenau pelo SESC-SC. Em 2009, participou da exposição Butiquin Wollstein, na exposição “Depois do Jardim”, do SESC-Blumenau, Em 2010, foi selecionado e premiado no Salão Elke Hering de Blumenau. Participou das exposições coletivas “Cartografia do Avesso”, “Os novos colonos” (com Everton Duarte e Nestor Jr.), “Eu Rio, o Rio”, todas no SESC-Blumenau.


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Lugares da Memória
Exposição de Consuelo Schlichta e Marília Diaz
Abertura dia 14 de dezembro, às 19 horas
Encontro com o Artista, às 18 horas
Visitação até 16 de fevereiro de 2012
Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 – Centro – Florianópolis
Tel. 48 3222-0692

Diálogos com a Desterro
Dentro do dentro do Desterro, de Bruno Bachmann
De 14 de dezembro de 2011 até 11 de abril de 2012

30 de nov. de 2011

Museu Victor Meirelles dá início ao Projeto Armazém

O Museu Victor Meirelles dá início, nesta segunda-feira, dia 5 de dezembro, ao projeto Armazém. Com a proposta de fomentar intervenções experimentais e democratizar ainda mais o acesso dos artistas ao Programa de Exposições do Museu, o Armazém será realizado nos intervalos das exposições temporárias programadas ao longo do ano.

As mostras ocorrerão no período de uma semana sendo que no último dia será programado um encontro com os artistas participantes, e com os curadores, para uma conversa com o público. Nesta primeira mostra do projeto Armazém, a conversa acontecerá no dia 10 de dezembro, sábado, a partir das 11h, quando será realizado o finissage.

Outra referência para o termo Armazém, escolhido para dar nome ao projeto, é o espaço físico em que se encontra a mostra, situado na parte inferior do Museu Victor Meirelles. A casa, um sobrado tipicamente luso-brasileiro do final do século XVIII, início do século XIX, também foi residência de Victor Meirelles (1832-1903) na infância, quando o andar superior era destinado à moradia e o térreo abrigava um pequeno comércio, disposição típica das moradias da época. Na verdade, neste espaço onde hoje está a Sala de Exposições Temporárias do Museu Victor Meirelles ficava o armazém do pai do artista, o português Antônio Meirelles de Lima.

A primeira intervenção, que abre neste dia 5, às 18 horas, é organizada pela artista e professora Juliana Crispe. A curadoria é intitulada Armazém, e desta primeira exposição organizada por Juliana tomamos emprestado o título Armazém para também dar nome ao projeto. Além das relações com o espaço físico do Museu, a mostra faz referência direta ao grupo Fluxus e ao texto de Arthur C. Danto, O Mundo como Armazém: Fluxus e Filosofia, no livro “O que é Fluxus? O que não é! O porquê”, publicado pelo Centro Cultural do Banco do Brasil/The Gilbert an Lila Silverman Collection Foundation, no ano de 2002.

Juliana pensou em obras de arte que criam relações com o público, como livro de artista, publicação de artista, caderno de artista, caderno de desenho, diário de artista, diário de bordo, postais, panfletos, cartazes, fanzines, lambe-lambe, stickers, adesivos, cartões, múltiplos, carimbos, objetos etc. A proposta não está no valor monetário da obra de arte, mas sim no valor subjetivo da arte. “Armazém é um espaço propositor de relações com a Arte e, por este motivo, tocar, experimentar, levar algo consigo e participar do jogo faz parte desta mostra”, avalia Juliana. Dentre os participantes encontram-se artistas que vivem e trabalham em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Artistas

Adriana Barreto - Adriana dos Santos - Alinde Korsett - Aline Dias - Álvaro Diaz - Ana Carla de Brito - Ana Castello Branco - Ana Viegas - André Mariani - Andréia Regina - Aninha Zarling - Anne Santilli - Augusto Benetti - Breno Silva - Bruna Mansani - Bill Lühmann - Carlos Asp - Clara Fernandes - Claudia Zimmer - Claudia Lira - Diego de Los Campos - Diovane Riedel - Elaine Franzon - Elaine Schmidlin - Elenice Berbigier - Eliane Veiga - Emanuela Mello - Fabiana Mateus - Fabio Morais - Fê Luz - Fernanda Hoffmann - Fernanda Trentini - Fernando Weber - Florence Green - Fran Favero - Francisco Warmling - Gabriel Barbi - Gabriel Garavello - Gabriel Pundek Scapinelli - Gabriela Caetano - Glauco Ferreira - Gleice Cruz - Guilherme Bruno dos Santos - Grupo Sem Título - Helena Werner - Hélio Fervenza - Iam Campigotto - Isadora Machado - La Osnofa - Lilian Barbon - Louise Ganz - Luize Cornelius - Julia Amaral - Joana do Amarante - Juliana Crispe - Kelly Kreiss - Márcia Nitibailoff - Márcia Sousa - Maria Adelina Costa - Maria Araújo - Maria Ivone dos Santos - Mariel Maciel - Marina Moros - Marília de Borba - Monique Bens - Nara Milioli - Nicole Lima - Pamella Eqa - Priscilla Menezes - Raquel Ferreira - Raquel Stolf - Rita Eger - R Rosa Rocha - Rosana Bortolin - Sandra Checluski - Sandra Souza - Sandra Correia Favero - Silmar P. - Silvana Macedo - Silvia Carvalho - Silvia Teske - Sonia Brida - Sonia Moro - Susano Correia - Tâmara Willerding - Tânia Bloomfield - Valmir Knop Jr - Vanda Kair - Vanessa Shultz - Vini Domingues - Vinicius Nepomuceno de Oliveira - Zulma Borges

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Mostra Armazém
Coletiva
Curadoria de Juliana Crispe
De 5 a 10 de dezembro de 2011
Museu Victor Meirelles
Rua Victor Meirelles, 59 – Centro – Florianópolis
Tel.: 48 3222-0692
Entrada Gratuita



16 de nov. de 2011

Semana de Conservação de Bens Culturais

O Museu Victor Meirelles promoverá entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro, a Semana de Conservação de Bens Culturais cujo objetivo é proporcionar e complementar a formação de profissionais do setor bem como demais interessados. As atividades são gratuitas, sendo necessária a prévia inscrição, conforme instruções abaixo.

Programação

Oficina teórica 1
Conservação fotográfica: conceitos, identificação de processos e procedimentos básicos
Data/horário: 28 e 29 de novembro, das 14h às 18h
Ministrante: Sandra Baruki (Centro de Conservação e Preservação Fotográfica/FUNARTE/MinC)
Ementa: A oficina tem como objetivo principal introduzir questões relacionadas à conservação de acervos fotográficos dos séculos XIX e XX. Dentre os temas a serem abordados, encontram-se: Conservação fotográfica: métodos e objetivos; A estrutura dos materiais fotográficos processados e suas variações na história da fotografia (do daguerreótipo às cópias digitais impressas); Identificação de processos fotográficos históricos; História e identificação de negativos em vidro e base flexível; As causas de deterioração dos materiais fotográficos históricos; Como evitar a deterioração: a conservação preventiva de acervos fotográficos; Projetos de conservação fotográfica: diagnóstico, elaboração e exemplos; Procedimentos básicos de higienização e orientações gerais (aula expositiva); Acondicionamento, montagem e apresentação dos materiais acessórios; Debate sobre as questões específicas dos acervos fotográficos sob responsabilidade dos participantes.
Vagas: 25

Oficina teórica 2
Conservação de Bens Culturais
Data/horário: 30 de novembro e 1º de dezembro, das 14h às 18h
Ministrante: Bettina Collaro Goerlich de Lourenço (Museu Victor Meirelles/IBRAM/MinC)
Ementa: Dentre os objetivos da oficina, encontram-se: Conceitos sobre o patrimônio cultural; Tipos de Bens que devem ser preservados; Causas de deterioração e ameaça a um Bem cultural; Definição de termos aplicados à preservação de Bem Cultural; Interlocução de um bem arquitetônico e o acervo de um Museu; Questões relevantes para a preservação e conservação de Bem Cultural, assim como os diferentes termos e materiais aplicados nesta área; Adaptação das diversas técnicas atuais para conservação e preservação; Preservação do Patrimônio Cultural Edificado.
Vagas: 25

Sobre as ministrantes:
Sandra Baruki
possui Mestrado em Artes (MA) - Conservação pelo Camberwell College of Arts, The London Institute, Londres, Reino Unido, 2000-2001 e Graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985) e em Comunicação/Cinema pela Universidade Federal Fluminense (1990). Estudante especial na Universidade de Columbia, School of Library Service, Conservation Education Programs, Nova York, EUA, 1989; estágios no New York Municipal Archives, Nova York, no International Museum of Photography, George Eastman House e no Image Permanence Institute, Rochester Institute of Technology, ambos em Rochester, EUA, 1989. Conservadora de fotografia do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF) da Fundação Nacional de Artes (Funarte) desde 1986. De 2002 até o presente, é Coordenadora do CCPF/Funarte. Coordenou importantes projetos nacionais para conservação de acervos fotográficos em instituições públicas e privadas. Ministrou treinamentos, cursos e oficinas no país através do CCPF/Funarte e em outros países da América Latina e Caribe como professora convidada do ICCROM / International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property. Autora e editora de textos técnicos sobre conservação fotográfica. Membro do ICOM – Conselho Internacional de Museus e da ABRACOR – Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais.

Bettina Collaro Goerlich de Lourenço é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Integrada Metodista Bennett, do Rio de Janeiro e com mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na área de Conservação e Restauração de Bem Cultural Edificado - PROARQ. Profissional com experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Preservação e Conservação do Patrimônio Cultural Edificado, atuando principalmente nos seguintes temas: patrimônio arquitetônico, manutenção dos materiais construtivos históricos e restauração de pinturas murais. Atualmente é cedida para o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), no Museu Victor Meirelles em Florianópolis, pela Fundação Oswaldo Cruz, fazendo parte da equipe técnica na preservação da edificação histórica e do acervo deste Museu.

Procedimento para pré-inscrição (até 24 de novembro de 2011).

A oficina é gratuita e tem como público-alvo profissionais e estudantes voltados à conservação/restauração de bens culturais, arquitetos, museólogos, conservadores, restauradores, arquivistas, bibliotecários, historiadores, funcionários de museus e centros culturais, dentre outros profissionais que atuam na área. Interessados em participar devem encaminhar até o dia 24 de novembro seu pedido de pré-inscrição com os dados abaixo para mvm.ac@museus.gov.br. O resultado da seleção será divulgado por e-mail até o dia 25 de novembro. Os critérios para a seleção nas oficinas são de responsabilidade da equipe técnica do Museu Victor Meirelles.

Assinale a(s) oficina(s) que você deseja participar:
[ ] 01 – Oficina teórica - Conservação fotográfica: conceitos, identificação de processos e procedimentos básicos, com Sandra Baruki
[ ] 02 – Oficina teórica com Bettina Collaro Goerlich de Lourenço

Nome completo:
Telefone:
E-mail:
Formação:
Área de atuação profissional:
Instituição:
É membro da Associação de Amigos do Museu Victor Meirelles?
Por que tem interesse em participar desta oficina?

Pedimos aos inscritos que tiverem seu pedido de inscrição deferido e não puderem comparecer à oficina que avisem o quanto antes para que possamos disponibilizar as vagas para outros interessados.

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O quê: Semana de Conservação de Bens Culturais do Museu Victor Meirelles.
Onde: Museu Victor Meirelles/Museu da Escola Catarinense.
Quando: 28, 29, 30 de novembro e 1º de dezembro de 2011.
Quanto: Gratuita.

9 de nov. de 2011

Museus de arte como interfaces - Palestra, oficina e lançamentos de livros com Martin Grossmann (Fórum Permanente de Museus)

Qual o papel dos museus de arte na contemporaneidade? Essa é a questão central do conjunto de atividades que será realizado pelo Projeto Agenda Cultural do Museu Victor Meirelles em parceria com o Fórum Permanente de Museus e o espaço Contemporão, nos dias 21 e 22 de novembro, em Florianópolis.

No dia 21 de novembro, às 19h, no Museu Victor Meirelles, o professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e coordenador do Fórum Permanente de Museus, Martin Grossmann, ministrará a palestra “Museu como interface: arquiteturas, arte, gestão e comunidade”. A mediação estará por conta do artista Yiftah Peled, do espaço Contemporão. A atividade é gratuita e não é necessário proceder com prévia inscrição.

No mesmo dia, às 20h30, haverá o lançamento da coleção de livros do Fórum Permanente de Museus. Os três primeiros livros, bilíngues, foram premiados pelo Programa Brasil Arte Contemporânea, fruto da iniciativa entre o Ministério da Cultura e a Fundação Bienal de São Paulo. A coleção é uma organização de coletâneas de acordo com as temáticas em debate, edições dos relatos críticos produzidos para os eventos registrados no website do Fórum Permanente de Museus e livros que problematizam a institucionalização da arte, seja local como globalmente.

No dia 22 de novembro, das 18h às 22h, as atividades terão continuidade no espaço Contemporão. Martin Grossmann ministrará a oficina “Curadoria e Performance”. Serão 10 vagas oferecidas gratuitamente. Para se inscrever, é preciso enviar até o dia 17 de novembro o currículo resumido e uma pequena apresentação de interesses em relação à oficina para o e-mail: contemporao@gmail.com A relação de inscritos será divulgada no dia 18 de novembro.

Sobre os livros:

Museu Arte Hoje
Organização de Martin Grossmann & Gilberto Mariotti

Esta coletânea traz importantes contribuições para o entendimento do papel e missão do museu de arte no Brasil e no globo, tendo como ponto de partida o projeto do MASP de Lina Bo Bardi inaugurado em 1968. Participam deste debate gestores, curadores, arquitetos, artistas, entre eles, Paulo Herkenhoff, Marcelo Araújo, Moacir dos Anjos, Marcelo Ferraz e Ricardo Basbaum. O livro demonstra que apesar das recorrentes crises institucionais, a trajetória do Museu de Arte no Brasil é ímpar ao lançar e promover novas idéias e novos modos de operação sócio-cultural.

Relatos Críticos: Seminários da 27a Bienal de São Paulo
Organização de Ana Letícia Fialho & Graziela Kunsch

A prática de redação e publicação de relatos sobre palestras, oficinas e debates presenciais vem sendo cultivada pelo Fórum Permanente desde as suas primeiras atividades. Este livro reúne alguns dos primeiros relatos produzidos, sobre os seminários internacionais da 27a Bienal de São Paulo, constituindo uma "documentação crítica" dos eventos de 2006. Entre as autoras dos relatos estão Fernanda Pitta, Paula Braga e Paula Alzugaray. O livro inclui o texto de apresentação geral dos seminários, de Lisette Lagnado.

Modos de Representação da Bienal de São Paulo
de Vinicius Spricigo

Este livro apresenta parte dos resultados da pesquisa de doutorado realizada na ECA-USP dedicada a trajetória recente da Bienal de São Paulo, em particular as edições de 1998, 2006 e 2008. Em foco estão as transformações ocorridas nas práticas curatoriais e na esfera institucional da arte. O autor analisa o projeto político e cultural da Bienal buscando entender as mudanças nos modos de representação adotados pelas suas recentes edições. Pautado por sua atuação como editor associado do Fórum Permanente (2006 e 2008), Vinicius problematiza as práticas curatoriais, fornecendo subsídios conceituais para uma discussão crítica à respeito da mediação cultural no contexto das exposições globais de arte contemporânea.

Os livros serão vendidos, respectivamente, pelo valor de R$ 29, R$ 20 e R$ 27 (sendo que o conjunto terá o valor de R$ 70). Contudo, na noite do lançamento, as publicações terão preços especiais e serão vendidas a R$ 26, R$ 17 e R$ 26, respectivamente (sendo o conjunto, R$ 62).

Sobre o palestrante:
Martin Grossmann é professor titular da Universidade de São Paulo. Diretor do Centro Cultural São Paulo de agosto de 2006 a maio de 2010. Vice-Diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP de 1998 a 2002 Criador e Curador-Coordenador do "Fórum Permanente: Museus de Arte, entre o público e o privado" [www.forumpermanente.org]. Criador e Coordenador do Serviço Educativo do MAC-USP de 1985 a 1987. Criador e Coordenador do USPonline [www.usp.br], portal de informações da USP na Web de 1995 a 1998. Práticas estas em Gestão Cultural apoiadas pelas pesquisas e estudos em Curadoria; Ação, Mediação e Política Cultural; Museologia; Critica, Teoria e História da Arte e da Arquitetura. As pesquisas acadêmicas desenvolvidas desde o mestrado problematizam a transição da Cultura Material para uma Cultura na virtualidade; a relação entre Arte Contemporânea, seus agentes e as Instituições; os processos de mediação cultural e artística; bem como o desenvolvimento e manutenção de Sistemas de Informação para a Arte e a Cultura.

Serviço:
O quê:
“Museus de arte como interfaces”, com oficina, lançamento de livros e palestra.
Quando: dias 21 e 22 de novembro de 2011.
Onde: Museu Victor Meirelles (Rua Victor Meirelles, 59 – Centro, Florianópolis/SC) e Contemporão (Rua Frederico Veras, Travessa 7, nº 596, Pantanal, Florianopolis/SC)
Quanto: gratuito.


Mais informações: 48 3222-0692 / mvm.ac@museus.gov.br

24 de out. de 2011

Visitações com horário ampliado e visita virtual

Visitação com horário estendido
A partir deste dia 27 de outubro de 2011, e em todas as demais quintas-feiras, o Museu Victor Meirelles terá um horário especial de funcionamento, estendendo o encerramento das suas atividades das 18 para as 20 horas. A medida visa possibilitar ao público um horário alternativo para a visitação, ampliando o período em 2 horas em todas as quintas-feiras, de modo a receber aquelas pessoas que, por razões de cumprimento de jornada profissional, não tinham chance de encontrar o Museu aberto.

O Museu Victor Meirelles informa ainda que está buscando alternativas para a abertura do Museu também nos finais de semana. Tão logo isto seja possível, o Museu terá também estes horários alternativos expandidos.

Visita virtual ao Museu Victor Meirelles
Visando a ampla divulgação e promoção dos museus brasileiros e de seus acervos está acessível ao público, no website da Era Virtual Museus (http://eravirtual.org/), a visitação virtual a diversas instituições culturais brasileiras, dentre elas, o Museu Victor Meirelles. Em constante mutação, a plataforma interativa de visitação virtual aos museus tem como principal objetivo ampliar consideravelmente o alcance sociocultural das exposições. A estratégia baseia-se em dois pilares: modernizar a linguagem com intuito de potencializar a comunicação com as crianças e jovens e democratizar o acesso utilizando-se da internet e da distribuição gratuita de dvd-roms. No processo de transposição do real para o virtual buscou-se um modelo de visitação em que o internauta pudesse “entrar” no espaço a ser experienciado, além de brincar e jogar. Um videogame do mundo real com conteúdo educativo (Fonte: http://eravirtual.org/).

Mais informações

Visitação: Terça à sexta-feira, das 10h às 18h
Quintas-feiras: horário estendido até às 20h
Ingresso: R$ 2,00

Entrada gratuita:
Menores de 10 anos
Maiores de 60 anos
Estudantes de Cursos de Museologia
Membros do ICOM e ICOMOS
Membros da Associação dos Amigos do Museu Victor Meirelles
Museólogos e funcionários do IBRAM
Grupos previamente agendados

Visitas mediadas (escolas e grupos): Devem ser marcadas com antecedência por telefone, no Museu ou através do e-mail: mvm.educativo@museus.gov.br

17 de out. de 2011

Abertura de exposição "Corpos Associados", de Flávia Metzler

O Museu Victor Meirelles abrirá na próxima quarta-feira, dia 19 de outubro, às 19h, a exposição "Corpos Associados", de Flávia Metzler. Às 18h, ocorrerá o já tradicional Encontro com a Artista.


Segundo texto assinado em conjunto por David Armengol, Betty López, José Antonio de Pacual, Luca de Tena e Luisa Fuentes Guaza, “a pintura de Flávia Metzler se encontra constantemente com a historia da arte e muitos de seus ícones, passando por referências de Magritte a Bacon, de Goya a Ingres, e questionando, com certa dose de humor, a constante relação com os ícones, definições e abordagens sobre as ideias de estética, beleza, arte e transgressão, que têm continuamente acompanhado os ideais da pintura. Sua obra desafia e suporta as intenções narrativas da pintura e, a partir deste mesmo estágio, procura mudar os padrões da lógica que conta as histórias”.


A exposição estará aberta ao público até o dia 1º de dezembro. Visitações em grupos podem ser agendadas junto ao Programa Educativo através do telefone 48 3222-0692 ou pelo e-mail mvm.educativo@museus.gov.br


Sobre a artista
Flávia Metzler nasceu no Rio de Janeiro em 1974, onde vive e trabalha. Em 2004 ingressou na graduação em Pintura da UFRJ, curso que deixou inconcluso, mas onde iniciou sua produção. A partir de 2006 começou a participar de mostras coletivas nacionais e em 2007 foi escolhida pela crítica Rebecca Wilson entre artistas de destaque da Your Gallery - galeria virtual da Saatchi Gallery (Londres, Reino Unido). Entre as exposições coletivas podemos citar o Arte Pará (Belém, 2006, 2007 e 2008), Sobre ilhas e pontes (Rio de Janeiro, 2010), Paralela 2010 (São Paulo, 2010), Salão de Abril (Fortaleza, 2011), e Pintura reprojetada (Brasília, 2011). Em 2009 realizou sua primeira exposição individual pelo Programa Anual de Exposições do Centro Cultural São Paulo, exposição que seguiu no mesmo ano para a Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, através do Projeto Trajetórias. Em 2012 fará individual no Centro de Arte Hélio Oiticica, pelo Projeto Geração 10.



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Serviço:
O quê: Abertura da exposição "Corpos Associados”, de Flávia Metzler
Quando: 19 de outubro de 2011, às 18h
Onde: Sala de exposições temporárias do Museu Victor Meirelles
Quanto: Gratuito